Sinopse:
Emerson Cole sempre achou que algo estava errado com ela. Quando passou a
ver pessoas deslocadas da realidade - que eram, na verdade, projeções
do passado - e que, ao tentar tocá-las, elas desapareciam como fumaça,
Em teve certeza. E então vieram os remédios, a depressão, o colégio
interno. Agora que seu período no internato chegou ao fim e ela está de
volta ao lar, Emerson vê sua sensação de paz prestes a desmoronar.
Alguns fantasmas não estão mais desaparecendo com um simples toque. E
com a chegada de Michael Weaver, o consultor de uma misteriosa
organização que promete ajudá-la a se libertar dessa condição, um
simples toque poderá condicioná-la a algo ainda mais perigoso: a paixão.
Resenha:
Emerson não acreditava que ver pessoas de séculos passado fosse um dom,
inclusive porque ninguém se esqueceria daquele dia que ela discutiu com
uma pessoa que só ela conseguia ver. Ainda que as roupas fossem um
indicativo sobre a pessoa ser ou não um 'fantasma', às vezes era muito
difícil notar a diferença – pelo menos até que Emerson tocasse nela e,
como uma bola, ela estourasse.
Não sendo o bastante, ela tinha acabado de se livrar de todos aqueles
medicamentos que psiquiatras passaram à ela depois que seus pais
morreram, o que não tornava sua vida mais fácil. Se ela precisasse se
definir, certamente a palavra seria 'maluca'. Até encontrar Michael –
lindo e maravilhoso – e descobrir que seu irmão, com quem ela morava
agora, tinha contratado exatamente ele para ajudá-la.
Talvez se Em não visse fantasmas, que ele chamava de dobras ou
desdobramentos temporais, ela o acharia tão maluco quanto – ou pior que –
ela. Essa história de viajar no tempo era muito estranha para ser
verdade, mesmo com todos os argumentos que Michael mostrava. Todavia… Em
não via pessoas do passado? Cenas inteiras? Não podia conversar com
elas de qualquer forma? Viajar no tempo era tão pior assim?
Amor Contra o Tempo, da série Hourglass – que na história é uma espécie
de escola / casa para pessoas com dons relacionados ao tempo, é um
daqueles livros que a leitura nos interessa desde o princípio. Somos
apresentados à Emerson, uma personagem que lida diariamente com a dor da
perda dos pais e de se achar um incômodo para o irmão; mesmo assim, a
ironia e situações engraçadas estão em todo o livro.
A leitura simplesmente flui. Queremos ver mais de Em e Michael, nos
sentimos próximos à eles na medida em que vamos os conhecemos pela
descrição da própria Emerson. Conhecemos um mundo diferente, em que
viajar para o passado e para o futuro é sim possível, em que laços
íntimos são criados e estabelecidos com um toque.
Absolutamente tudo na história parece a simples ação-reação, mas torna
impossível não se questionar se tudo já não estava escrito nas
entrelinhas, nas vidas de cada um deles. É pura coincidência? Myra
consegue propor um tema que pode facilmente causar nós no cérebro, mas
mesmo quando eu achei que ela tinha errado em um detalhe tudo estava
ligado, conciso e inegavelmente explicado.
É um livro super indicado, muito melhor do que aparenta à primeira vista
– e capa e sinopse dele já são boas. Myra encanta com sua escrita leve e
descontraída, com seus personagens bem desenvolvidos e com habilidades
diferentes que por vezes queremos socar (ou abraçar).
(retirado de http://revistainnovative.com/amor-contra-o-tempo)

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